

Supervisão clínica
Para psicólogas que estão iniciando na clínica de casais ou desejam se preparar para começar.
Um espaço para desenvolver o olhar clínico, discutir casos e construir repertório para a condução dos atendimentos, a partir das Terapias Comportamentais Contextuais e de modelos contemporâneos de terapia de casal.
O que torna a clínica de casal tão desafiadora?
Atender um casal exige olhar para mais do que duas histórias individuais.
Na clínica de casais, diferentes perspectivas chegam à sessão ao mesmo tempo. Enquanto uma pessoa fala, a outra reage. Um conflito aparentemente simples pode carregar anos de tentativas de aproximação, proteção, ressentimentos, vulnerabilidades e maneiras muito diferentes de compreender o que aconteceu.
E, no meio disso, a terapeuta precisa acompanhar o que está sendo dito, observar o que acontece entre o casal e decidir como intervir.
Para quem está começando nessa clínica, é comum surgirem perguntas como:
- O que está mantendo esse conflito?
- Intervenho agora ou deixo a interação acontecer?
- Como acolher perspectivas diferentes sem transformar a sessão em um tribunal?
- O que fazer quando o casal repete na sessão exatamente o ciclo que vive fora dela?
- Como sair do conteúdo da discussão e compreender a dinâmica que está acontecendo diante de mim?
Minha proposta de supervisão
Antes de pensar em como intervir, precisamos compreender o que está acontecendo.
A supervisão ajuda a construir uma compreensão do caso que permita à terapeuta saber o que observar, o que priorizar e onde intervir.
Olhamos para o caso em contexto: a história de cada pessoa, a trajetória da relação, os padrões que foram se construindo entre o casal, as vulnerabilidades envolvidas nos conflitos.
E olhamos também para a terapeuta. Para o que acontece na relação terapêutica, para as respostas que aquele casal produz em nós e para os momentos em que podemos ser capturadas pela própria dinâmica que estamos tentando compreender.
A partir desse olhar, discutimos possibilidades de manejo e intervenção que façam sentido para aquele casal e para o momento do processo terapêutico.
A proposta não é oferecer uma fórmula para conduzir casais, mas ajudar você a construir repertório e raciocínio clínico para lidar com a complexidade que cada relação apresenta.

Ampliando o olhar sobre a clínica de casais
Na supervisão, partimos dos casos e das questões que surgem na sua prática para compreender com mais profundidade o que está acontecendo e pensar caminhos possíveis para a condução clínica.
Na supervisão, trabalhamos aspectos como:
Avaliação e início do processo
Pensar os primeiros encontros, o que investigar, como organizar a avaliação e como começar a construir uma compreensão da dinâmica do casal.
Formulação do caso
Integrar a história de cada pessoa, a trajetória da relação, o contexto atual, as vulnerabilidades e os padrões que organizam os conflitos, construindo uma compreensão que dê direção ao trabalho.
Ciclos de interação
Aprender a reconhecer o que acontece entre as pessoas, para além do conteúdo imediato das discussões, e identificar como determinadas respostas vão se influenciando e mantendo padrões relacionais.
Manejo das sessões
Pensar onde, quando e como intervir, como manejar escaladas e impasses e como trabalhar com aquilo que acontece entre o casal durante a própria sessão.
Temas complexos da clínica de casais
Discutir temas que atravessam os relacionamentos e chegam à clínica, como intimidade, sexualidade, infidelidade, dinheiro, parentalidade, entre outros.
Processo Terapêutico
Compreender os cuidados próprios da terapia de casal: contrato terapêutico, encontros individuais, manejo de informações e segredos, instrumentos de avaliação, limites e questões éticas que atravessam essa modalidade de atendimento.
A terapeuta dentro do processo
Criar espaço para olhar também para o que cada caso evoca em quem atende: emoções, identificações, incômodos, urgências, alianças e outros movimentos que podem surgir na clínica.
Para quem é a supervisão?
A supervisão pode fazer sentido para você que:
- Quer começar a atender casais e busca compreender como essa clínica funciona antes de receber seus primeiros casos.
- Está iniciando na clínica de casais e percebe que demanda habilidades e manejos diferentes daqueles utilizados na clínica individual.
- Tem dúvidas sobre como conduzir os primeiros casos e quer aprender a avaliar, formular e pensar intervenções.
- Encontra dificuldades ou impasses na condução de um caso e deseja ampliar a compreensão sobre o que está acontecendo;
- Quer compreender melhor as dinâmicas e os ciclos relacionais, indo além do conteúdo imediato dos conflitos;
- Quer construir repertório para essa clínica, articulando teoria, discussão de casos e prática sem transformar o atendimento em uma aplicação rígida de técnicas.
Como as supervisões acontecem
Metodologia
Grupo pequeno e intimista
Estrutura dos Encontros
Ciclo Fechado
Encontros temáticos
Encontros com até 4 superviosionandas e 4 ouvintes, favorecendo espaço para discussão dos casos, troca e acompanhamento mais próximo.
Encontros com duração de 90 minutos, com espaço para discussão e aprofundamento de um caso clínico por encontro.
A supervisão acontece em um ciclo de 10 encontros, permitindo acompanhar o desenvolvimento dos casos e aprofundar questões importantes da clínica de casais ao longo do percurso.
O primeiro encontro é dedicado aos fundamentos da terapia de casal e à compreensão do processo terapêutico. Ao longo do ciclo, outros temas relevantes da clínica de casais poderão ser discutidos a partir das necessidades do grupo e dos casos apresentados.
Base Teórica
A supervisão é orientada pelas Terapias Comportamentais Contextuais, tendo a Terapia Comportamental Integrativa de Casal (IBCT) como principal referência para a compreensão e o trabalho com casais, em diálogo com contribuições da Terapia Focada nas Emoções (EFT).
Modalidades de participação
A supervisão contará com vagas com e sem apresentação de caso. Assim, você pode participar mesmo que ainda não esteja atendendo casais, acompanhando as discussões clínicas, os encontros temáticos e as trocas do grupo.

Quem vai acompanhar você nesse percurso?
Sou Nilzângela Medeiros, psicóloga clínica, terapeuta de casais e supervisora clínica. Minha trajetória reúne muitos anos de prática clínica, experiência no SUS, docência no ensino superior e supervisão e formação de psicólogas.
Sou mestre em Saúde Coletiva e analista do comportamento. Minha prática é orientada pelas Terapias Comportamentais Contextuais e, na clínica de casais, meus estudos têm se concentrado especialmente na Terapia Comportamental Integrativa de Casal (IBCT), em diálogo com contribuições da Terapia Focada nas Emoções (EFT).
Ao longo da minha trajetória, relacionamentos e gênero se tornaram campos importantes de estudo e interesse clínico. Interessa-me compreender como histórias individuais, contextos culturais, expectativas de gênero, vulnerabilidades e padrões de interação se entrelaçam na maneira como construímos nossos vínculos.
Como supervisora, levo esse mesmo olhar para a discussão dos casos. Meu interesse não é apenas ajudar você a pensar o que fazer na próxima sessão, mas ampliar sua capacidade de compreender o que está acontecendo e construir uma direção clínica para o trabalho com casais.
